ExposiçõesExhibitions . 2016 . Frederico Filippi . O sol, o jacaré albino e outras mutaçõesFrederico Filippi . The sun, the albino alligator and other mutations

“””””””””””””””””””São essas conexões invisíveis que o seu trabalho contém, mas não apresenta. Ele é em si mesmo a invisibilidade das relações inexplicáveis, da cultura e da natureza se amalgamarem ao ponto de nos aproximarmos juntos de certo entendimento que não se esclarece, mas iluminam negramente a proximidade que podemos ter da incompreensão.

………… o giro continuo em si mesmo e em torno do que nos move, a contradição harmônica entre linguagem e mundo, entre pintura e a radicalidade de uma escrita que se desinteressa pelo seu leitor……………….

Se o desenvolvimento não significa em nada uma evolução, mas apenas um simples desejo egoísta de tê-la, se um método de realização apenas gera a destruição do destruidor, mata seu mote e retira o desejo que apenas deseja, nada pode ser genuíno, apenas o que é invisível pode sê-lo.

O que importa é que não há explicativa, não há justificativa alguma que possa dar conta de toda essa inviabilidade que nos é tão aparente. A mutação, o hibridismo, a contradição harmônica e a combinação aleatória que nos permite ser (e não ver), em seu trabalho o erro da compreensão, de perceber as relações entre cultura e natureza de modo silencioso, sem reação alguma, é a melhor ação para o que nos já está dado, oferecido sem pedido, nem desejo algum:

O que precisamos dizer é > você não sabe pintar. É que você não sabe esculpir, não desenha, é que tu detêm tudo mas em tudo tu se cria sem saber, existe parcialmente em tu que toca e isso transforma em pintores, escultores, desenhistas esquisitos e incrivelmente obscuros, intrigantes.

Que a representatividade mata toda a inventividade, sabemos, que a nova metáfora do mundo é a literalidade dos acontecimentos em exagero, tanto em quantidade como em realidade, estamos percebendo, mas que entender como tudo procede invisivelmente não é necessariamente fazer cambiar las cosas, mas mantê-las em seu espetáculo mais lindo. Apenas reconhece-las.

O positivismo é inverter o polo negativo, o negativismo é manter-se positivo. Que um release nunca exista para dar conta de ti, pois em ti e no que bota no mundo não se justifica ou se apresenta, é. Manteremos assim o que é invisível invisivelmente em nossos atos.

””””””””””””””””””These are invisible connections that his work contains but does not present. It is in itself the invisibility of unexplained relationships, of culture and nature being blended to the point of our approaching together a certain understanding that is not clear, but darkly illuminates the closeness that we can have to incomprehension.

………… rotation continues in itself and around what moves us, the harmonic contradiction between language and world, between painting and the radicalism of a writing that does not interest its reader………………..

If development does not mean an evolution at all, but just a simple selfish desire to have it, if a method of realization generates only the destruction of the destroyer, kills his theme and removes the desire that he only desires, nothing can be genuine, only what is invisible can be.

What matters is that there is no explanation, there is no justification that can give account of all this impossibility that is so obvious to us. Mutation, hybridism, the harmonic contradiction and random combination that allows us to be (and not see) in his work the error of understanding—to perceive the relationship between culture and nature in a silent way without any reaction, is the best response to what we are already given, offered without request, with no desire whatsoever.

What we need to say is > you don’t know how to paint. It’s that you don’t know how to sculpt, you don’t draw, it’s that you withhold everything, but in everything you are creating yourself without realizing it, it exists partially in you who touch, and this changes into painters, sculptors, drawers, strange and incredibly obscure, intriguing.

Representativeness kills all inventiveness, we know, that the new metaphor of the world is the literalness of exaggerated events, both in quantity and in fact, we are seeing, but to understand how it all proceeds invisibly is not necessarily to change things, but hold them in their most beautiful perspective. Just recognize them.

Positivism is to reverse the negative pole, negativism is to remain positive. So that a release never exists to deal with you, because in you, and what you put in the world, is not justified or presented. Thus we keep what is invisible invisibly in our actions.