ExposiçõesExhibitions . 2015 . Aproximações PictóricasPICTORIAL APPROACHES

APROXIMAÇÕES PICTÓRICAS

A mostra apresenta novos caminhos das pesquisas destes artistas, onde a pintura é o veículo utilizado em seus processos de criação.

Na pintura corporal de Alexandre Mury a fotografia é utilizada para registrar suas performances que lançam mão de diversas situações, cenários e personagens de maneira crítica e bem humorada. Mury adota em seu trabalho um conjunto de elementos corriqueiros e irônicos, com os quais compôs uma linguagem própria que flerta com o kitsch, abusa da cultura Pop e aposta na liberdade da arte.

Frederico Filippi se interessa pelas relações de ordem em desordem, em especial no contexto da formação da América do Sul, partindo da análise de uma imagem, onde a pintura é uma das técnicas utilizadas para construir o seu texto e dar forma à sua pesquisa.

Joana Cesar apresenta trabalhos concebidos a partir de sobreposições de camadas de papéis retirados de outdoors e muros da cidade, assim como de imagens pessoais ou ligadas ao universo íntimo da artista. Em cada tela, a pintura é o gesto que se constrói por meio de tintas, papéis, cola e objetos unidos. Ali, memórias reais e inventadas, claras e muitas vezes imprecisas, atravessam-se, aproximam e se afastam, emergem em sua superfície ou são intencionalmente encobertas.

A pintura de Rodrigo Bivar estuda a cor e a geometria, concentrando em suas linhas vestígios de sua trajetória e relação com a pintura. Na tela, Rodrigo planifica ao máximo seu estudo e suas experiências com o espaço urbano, concentrando recortes de cenas em suas linhas, texturas e cores. Este espaço pictórico, aparentemente formal e sóbrio, é uma forma cuidadosa, reduzida e intensa de olhar a cidade, seus detalhes e suas nuances.

A obra de Rodrigo Freitas integra uma série de pinturas que propõem a reinserção de objetos de consumo através da imagem. Sua pesquisa se empenha em pensar um sistema de circulação e de troca no qual o próprio excesso é assimilado como produto. A imagem do sofá descartado na paisagem tenciona as fronteiras entre público e privado, entre contenção e transgressão, entre economia e dispêndio.

Através da prática pictórica, empregada de modos tão diferentes, são construídos diálogos sobre espaço, memória, ordem, tempo e das relações com o mundo e com o outro.

PICTORIAL APPROACHES

The exhibit portrays novel lines of research for these artists where painting is the outlet for their creation processes.

In the body painting of Alexandre Mury, photography is the media to record performance acts that address several situations, sceneries and personages in an insightful and sprightly manner. In his work, Mury arrays a lineup of trite and ironic elements, with which he develops a particular language that flirts with kitsch, indulges in Pop culture, and whereby he plunges into artistic freedom.

Frederico Filipi looks into disordered relationships of order, especially in connection with the formation of South America, departing from the analysis of an image where painting is one of the techniques utilized to construct his text and shape up his research.

Joana Cesar brings works that are conceived by overlapping layers of paper sheet from billboards and the city walls, in addition to her own archive of personal images. On each canvas, painting frames a gesture that takes in paints, sheets, glue and assembled objects to be performed. There, actual recollections and make-believe, clear but usually ill-defined, entwine, in a toing and froing movement, either ultimately emerging on the surface or being intentionally concealed.

Rodrigo Bivar’s paintings study color and geometry, with his strokes bearing traces of his path and relationship with painting. Bivar on screen thoroughly plans out his research and experiences with the urban landscape, utilizing strokes, textures and colors as witnesses to the scenes encountered. This pictorial locale, for all intents and purposes solemn and austere, is a careful, brief and intense way to look at the city, its details and nuances.

The work of Rodrigo Freitas is part of a series of paintings that propose the reinsertion of consumption objects through image. His research is geared towards thinking an exchange and circulation system whereby the excess itself is assimilated as a product. The image of the couch disposed of in the landscape allows for a friction between the borders of public and private, restraint and transgression, spending and saving.

By way of the pictorial practice, employing strikingly dissimilar methods, dialogs are assembled, touching on issues such as space, memory, order, time, and relationship with the world and the other.